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23/03/2020

COE debate novas ações para enfrentamento da Covid-19

O Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) esteve reunido neste domingo (22) para debater as questões de enfrentamento do novo coronavírus e outras situações que impactam a saúde pública no estado.
 
O secretário da Saúde, Beto Preto, esclarece que o regime intenso de trabalho é necessário para enfrentar a pandemia. “Na Sesa tomamos a iniciativa de não fechar, continuamos trabalhando e hoje definimos mais detalhes técnicos do funcionamento do nosso Laboratório Central (Lacen), as questões das provisões de material e equipamento de proteção individual (EPI) tanto para as unidades próprias do estado como para os hospitais e municípios e estamos trabalhando, vamos trabalhar em caráter permanente até o final da pandemia Covid-19”.
 
Mais testes
 
O Paraná entrou em acordo com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Ministério da Saúde (MS) para a aquisição de mais insumos para exames de detecção do novo coronavírus.
 
Para a logística mais rápida, o governo do estado disponibilizou a frota de aviões para buscar a carga no Rio de Janeiro. O diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Junior, comentou sobre a articulação entre o Paraná, MS e outros estados do Sul. “O governador Ratinho Júnior disponibilizou as aeronaves do estado para buscar a carga do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Quando a aeronave retornar, representantes de Santa Catarina virão buscar o material em Curitiba e nós vamos levar os testes até Porto Alegre ajudando os gaúchos com isso, ampliando a capacidade de testagem dos três estados do Sul”.
 
“Pensamos no Paraná como um todo e precisamos viabilizar a testagem do maior número de pessoas com sintomas da Covid-19. Por isso, a metodologia utilizada, a quantidade de testes e a logística para coletar as amostras foi revista”, disse o secretário.
 
Coleta de amostras
 
A coleta das amostras para os exames do coronavírus serão realizadas, também, via transporte aéreo. A partir dos próximos dias, um dos aviões do estado decolará de Curitiba e fará uma rota pousando em pontos estratégicos para a coleta do material e entrega no Lacen.
 
Agilidade e ampliação
 
O Laboratório Central do Estado informou que incluiu o exame para o novo coronavírus na Pesquisa de Vírus Respiratórios. Agora serão pesquisados 21 vírus de uma só vez. Até o sábado, as amostras passavam por um exame de 20 vírus e caso nenhum fosse detectado, seguia então para o teste específico de coronavírus.
 
Além desta alteração, o Lacen aumentará a quantidade de exames realizados por dia, considerando que haverá mais insumos para o laboratório. O local tem alta capacidade de  processamento. Dessa maneira, com mais insumos, mais agilidade no transporte, a tendência é que possam ser identificados os pacientes que estão com Covid-19 e adotar medidas de contenção localmente de forma ainda mais rápida.
 
Internações
 
A agilidade no processamento dos exames impacta diretamente na disponibilidade de leitos em enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva. Com mais testes, a estratégia adotada pela Sesa é otimizar o diagnóstico comprovando quem está ou não com a Covid-19 para que as medidas de precaução sejam seguidas na conduta dos pacientes ou já possam ser dispensados alguns cuidados, como o isolamento. “Essa é uma forma de regular melhor os leitos. Além disso, fizemos um levantamento dos possíveis novos leitos para que não faltem espaços adequados para os paranaenses”, avalia Beto Preto.
 
Medidas
 
Diversas instituições que representam hospitais e médicos participaram de reunião ainda pela manhã, no Palácio Iguaçu, para alinhar e debater estratégias. O secretário Beto Preto afirma que está em desenvolvimento um cadastro de profissionais de reserva que serão acionados, caso seja necessário. “Conversamos com representantes da Fehospar, Federação das Santa Casa de Misericórdia do Paraná, Associação Médica do Paraná, Conselho Regional de Medicina do Paraná, Sociedade Brasileira de Infectologia e estamos todos juntos para alinhar um programa de voluntariado para as necessidades que podem advir. A possibilidade é criar um cadastro de reserva de médicos de diversas especialidades que possam atuar como clínicos nas nossas unidades”.
 
O presidente da Associação Médica do Paraná, Dr. Nerlan Carvalho, contou sobre a aproximação das instituições e a Sesa. “Essas reuniões foram importantes para alinhar e estabelecer um raciocínio de atuação e centralizar as informações concretas ao invés de muitas informações desconexas e não verdadeiras que recebemos constantemente.” 

 
 
Fonte: Sesa

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