Paraná é líder em doações de órgãos no Brasil
O Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos foi celebrado na última sexta-feira (27), com dados positivos de transplantes no Paraná, que é líder em doação de órgãos no Brasil.
 
A média nacional de doações de órgãos é 17 por milhão de população (pmp), enquanto o estado fechou o primeiro semestre deste ano com 41,1 pmp. No último ano, foram registrados 540 doadores efetivos, 949 órgãos e 839 córneas de doador falecido e 91 órgãos de doador vivo, somando 1040 transplantes de órgãos e 839 de córneas, ao todo 1.879 transplantes realizados no Paraná em 2018.

No ano de 2010, o Paraná tinha 6,8 doadores pmp, e saltou deste número para seu recorde em 2018, com 47,7 pmp, liderando o ranking de doações no país. Nestes oito anos, foram 1.530 doadores efetivos, sendo 3.710 órgãos e 5.496 córneas, somando 9.206 transplantes no estado. O Paraná também liderou o ranking de transplante de órgãos em 2017 e 2018, com 81,5 e 90,9 pmp respectivamente. Atualmente, mais de 2.000 paranaenses aguardam por uma doação.

O Paraná é o primeiro estado a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doações e Transplantes, estruturando o planejamento de ações até 2022 e servindo de exemplo para o Brasil, trabalhando com quatro câmaras técnicas – coração, fígado, rim e córneas, conquistando o título de campeão no transplante de fígado e de rim no último ano. “Graças à generosidade da população paranaense, que se dispõe a autorizar a doação de órgãos, continuamos na liderança em doações e temos como principal objetivo reduzir cada vez mais o tempo de espera por um transplante”, disse a coordenadora do SET/PR, Arlene Terezinha Garcia Badoch.
 
Entre o momento de retirada do órgão e/ou tecido, existe o tempo de isquemia (intervalo entre a retirada do doador até o transplante no receptor). Com relação às córneas, o tecido pode ficar até 14 dias, rins 36h, fígados 12h, pulmões 4-6h e coração 4h. Por isso, é necessário agilidade desde o momento da retirada até a finalização do transplante no receptor.

Apoio Aéreo
 
No caso de doadores que estejam até 200 quilômetros  de distância do receptor, o SET/PR realiza o transporte dos órgãos ou tecidos por via terrestre. Além dessa distância, é solicitado apoio aéreo para agilizar o procedimento. O Paraná conta com a ajuda de cinco aeronaves. A frota do governo do estado é formada por quatro aviões - um King Air 350, um Grand Caravan, dois Sênecas III – e mais um helicóptero. Só neste ano foram 81 missões de apoio, perfazendo 260 horas e 25 minutos de voo, para o transporte de 191 órgãos. O SET também conta a ajuda da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).
 
Estrutura
 
O estado conta com uma Central Estadual de Transplantes responsável pela área administrativa e plantão da instituição, localizada em Curitiba, além de quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPO’s) – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Estes centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). Ao todo são cerca de 700 profissionais envolvidos, entre eles 23 equipes de transplante de órgãos, 25 centros transplantadores de córneas e três bancos de córneas em atividade – Londrina, Maringá e Cascavel.
 
Capacitação
 
Entre 2018 e 2019 foram realizados mais de 100 cursos com cerca de dois mil profissionais de áreas críticas da saúde para capacitação em benefício da melhoria e continuidade na excelência do atendimento em transplantes. As capacitações são realizadas semanalmente pelo SET.
 
Como ser doador
 
É bem simples: avise a sua família. Seus órgãos só poderão ser doados com autorização dos seus parentes mais próximos.
 
Quem pode doar 
 
Qualquer pessoa, após a confirmação da morte e mediante autorização da família.
 
Quais órgãos podem ser doados 
 
Coração, rins, pâncreas, pulmões, fígado e também tecidos, como: córneas, pele, ossos, valvas cardíacas e tendões. Ou seja, um doador pode ajudar muitas pessoas.
 
Doador falecido 
 
Pacientes que foram diagnosticados em morte encefálica, o que ocorre normalmente em decorrência de traumas/doenças neurológicas graves, podem ser doadores de órgãos e tecidos. Nos casos em que o falecimento decorre de parada cardiorrespiratória, podem ser doados tecidos.
 
Doador vivo 
 
Qualquer pessoa saudável pode ser doadora em vida de um dos seus rins ou parte do fígado para um familiar próximo (até 4ª grau consanguíneo), porém quando a doação de um rim ou parte do fígado for para uma pessoa não aparentada é necessário autorização judicial.
 
Quem recebe os órgãos
 
Os órgãos doados são destinados a pacientes que necessitam de transplante e estão aguardando em uma lista única de espera. Esta lista é fiscalizada pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde e pelas Centrais Estaduais de Transplantes. A seleção de um paciente que aguarda por um transplante, ocorre com base na gravidade de sua doença, tempo de espera em lista, tipo sanguíneo, compatibilidade anatômica com o órgão doado e outras informações médicas importantes. Todo o processo de seleção dos potenciais receptores é seguro, justo e transparente.




Fonte: Sesa
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