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Presidente da AMP comenta aprovação do Ato Médico

Projeto que passou pela CCJ ainda tramitará por duas comissões do Senado

Redação AMP terça-feira, 07 de fevereiro de 2012

O presidente da Associação Médica do Paraná, João Carlos Baracho, comemorou a aprovação pela Comissão de Constituição de Justiça do Senado do projeto do Ato Médico, que regulamenta a profissão de medicina no País. “Hoje é um dia histórico para a classe médica, representa uma grande vitória. É um retorno ao projeto original, com todos os ganhos e deixando de lado algumas emendas, algumas propostas de substituição, mostrando que a classe médica realmente está unida e, desta forma, teve um grande reflexo junto ao Senado e a aprovação com apenas dois votos contrários mostra essa força”.

O projeto ainda passará pelas comissões de Educação e de Assuntos Sociais, antes de ser votada no plenário. Profissão milenar, a medicina é uma das poucas profissões ainda não regulamentadas no Brasil. Para Baracho, a regulamentação “representa a classe médica como símbolo da confiança da população, mostrando a classe médica como uma das instituições nacionais. Essa confiança representada numa regulamentação que explicita claramente os atos que compõem todo um arsenal que representa uma profissão de sensibilidade, de respeito humano, uma profissão que quer, o tempo todo, fazer o bem, levar a cura, levar conforto para todos os pacientes. Representa, claramente, um papel social relevante e o reconhecimento disso é a regulamentação da profissão”.

O presidente da AMP negou que o Ato Médico seja uma interferência da medicina sobre outras profissões da saúde. “De forma alguma, todas as outras categorias já têm sua profissão regulamentada e o que falta é explicitar claramente a linha de atuação da classe médica. Nós acreditamos que cada profissão tem o seu valor, tem seu elenco de ações específicas e são complementares. Nós acreditamos muito na equipe multiprofissional, mas nós precisamos, também, garantir à classe médica aquilo que é a essência de seu trabalho. Representa toda uma formação, muito criteriosa, que inclui a possibilidade de um raciocínio clínico, chegar a um diagnóstico e propor uma intervenção, seja cirúrgica, seja medicamentosa.  E isso faz parte da profissão médica”, disse. “Esse ponto que queremos deixar claro com a aprovação dessa lei. E nós acreditamos que a partir do momento que isso fique regulamentado, todas as outras profissões entenderão, também, qual o papel dessa regulamentação e nós continuaremos tendo uma visão multidisciplinar e complementar, com cada um tendo seu papel dentro do atendimento da área da saúde”, concluiu.