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CFM condena medicina antienvelhecimento

Não há garantias científicas, diz parecer

Redação AMP domingo, 12 de agosto de 2012

Faltam evidências científicas que justifiquem a prática da medicina antienvelhecimento, ou anti-aging. Esta é a conclusão de extensa revisão de estudos científicos realizada pelo CFM, cujos resultados estão expressos no Parecer 29/12, aprovado em julho.

Nos últimos quatro anos, a entidade cassou o registro profissional de cinco médicos que praticavam esses procedimentos sem comprovação científica. Outras nove punições (como suspensão e censura pública) também foram aplicadas em demais casos envolvendo médicos, além dos processos que tramitam no âmbito dos CRMs. As penalizações geralmente são agravadas pela publicidade imoderada, sensacionalista e promocional – muitas garantindo resultados, o que contraria o Código de Ética Médica (CEM).

 Quanto à técnica, a principal crítica do parecer diz respeito à reposição hormonal e à suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais minerais, normalmente associadas a “tratamentos” que prometem rejuvenescimento – muitas vezes iguais àqueles prescritos para pacientes com hipofunção glandular.

Além de colocar a vida do paciente em risco, a prática também contraria o Código de Ética na orientação que veda ao médico usar qualquer tipo de terapêutica sem a devida liberação dos órgãos competentes. O coordenador da Câmara Técnica de Geriatria do CFM, Gerson Zafallon Martins, alerta que os procedimentos causam mais danos do que benefícios. Há aumento, inclusive, do risco de câncer. “Prescrever hormônio do crescimento para ‘rejuvenescer’ um adulto que não tem dei ciência desse hormônio é submeter o paciente ao risco de desenvolver diabetes e até alguns tipos de neoplasias”, exemplifica.

O documento pode ser acessado no portal do CFM (www.portalmedico.org.br).