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ANS suspende comercialização de 225 planos de saúde

Empresas não cumpriram prazos de agendamento de consultas ou procedimentos

Redação AMP quarta-feira, 09 de janeiro de 2013

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou nesta quinta-feira (10) a lista dos 225 planos de saúde que terão as vendas suspensas a partir da próxima segunda-feira (14), por causa de falhas no atendimento ao consumidor. A decisão pela suspensão foi anunciada pelo Ministério da Saúde e pela Associação Nacional da Saúde (ANS), em Brasília. 

 

Entre as falhas das operadoras, está o descumprimento dos prazos máximos fixados para marcação de consulta, exames e cirurgias.

 

Entre as 28 operadoras punidas, está aClinipam (Clínica Paranaense De Assistência Médica), que ficará impedida de vender os planos Especial (código 404382991), Hospitalar Empresarial (419529999) e Plano Perfeito Hospitalar (441700033).

A venda dos planos ficará suspensa até março, podendo ser prorrogada em caso de reincidência. Desde dezembro de 2011, quando foi iniciado o monitoramento, 16 operadoras não vem cumprindo, de forma reincidente, os critérios estabelecidos pelo governo e serão indicadas para a abertura de processo para que corrijam as anormalidades.

As outras 12 operadoras suspensas e não reincidentes deverão assinar um termo de compromisso visando à redução do número de reclamações. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, isso significa que elas vão ter que adequar a rede de prestadores e os serviços de relacionamento e atendimento ao cliente.

“Para quem tem um plano de saúde que a partir de 14 de janeiro terá a venda suspensa, todos os direitos continuam valendo. O que está suspensa é a incorporação de novos clientes”, explicou o ministro. “É muito importante que a população continue participando do monitoramento”, completou.

As operadoras que não cumprem os prazos máximos de atendimento estão sujeitas a multas de R$ 80 mil a R$ 100 mil para situações de urgência e emergência. Em casos de reincidência, elas podem sofrer medidas administrativas como a suspensão da comercialização de parte ou da totalidade de seus planos e a decretação de regime especial de direção técnica, com o afastamento dos dirigentes.

O balanço divulgado hoje indica ainda que, das 38 operadoras que tiveram planos suspensos em outubro do ano passado, 18 melhoraram os resultados e vão poder voltar a comercializar um total de 45 planos de saúde.