Augusto Cury instiga médicos a buscarem sua realização interior
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“Conheço muitos miseráveis vivendo em palácios”, com essa frase, na abertura de sua palestra o médico e escritor Augusto Cury, o autor mais lido do século XXI, deu o tom de como seria sua conversa com os médicos presentes no AMP Cultural especial de comemoração dos 35 anos da Academia Paranaense de Medicina.
Falando sobre “ser feliz no século XXI”, Cury, que lançou seu novo livro “Felicidade Roubada”, que tem como personagem principal um médico, neurocirurgião muito bem sucedido, mas que acaba sofrendo transtornos mentais como a síndrome do pânico por conta de não ter preparado sua inteligência emocional e dar pouca atenção para suas emoções, o palestrante mostrou ser esse um quadro comum em uma população de médicos, “muito austeros, perfeccionistas, autocríticos e resistentes a ajuda para problemas emocionais”.
Lembrando que o “Eu” não é o único gestor da mente humana, que o tijolo básico da nossa psique é o pensamento, mas que não controlamos o que pensamos apenas com a razão: reagimos a gatilhos e à registros de memória, Cury alertou que os médicos estão muito sujeitos à síndrome do pensamento acelerado e ao déficit de memória e disse que “os melhores profissionais são ótimos para a sociedade, mas são os carrascos de si mesmos”.
Aplaudido de pé por uma plateia que lotou o auditório da AMP, o palestrante lembrou que não são só as drogas que viciam, que também temos vícios de comportamento e que não é possível deletar a memória e nem mudar a personalidade apenas por intencionalidade, que precisamos treinar nossa inteligência emocional se quisermos alterar nosso comportamento. “A vida é um grande texto, e a morte, apenas uma vírgula. O texto continua na eternidade”, concluiu.
Depois desta enriquecedora palestra, o AMP Cultural de julho também será especial. No aniversário de 81 anos da nossa associação, teremos um jantar dançante para os sócios, com a dupla Paulo e Janaína animando a noite de 4 de julho.