PNS 2013: três em cada quatro brasileiros costumam buscar atendimento médico na rede pública de saúde
IBGE divulga novos dados da saúde
Dos 156,1 milhões de brasileiros que costumam procurar o mesmo lugar, o mesmo médico ou o mesmo serviço de saúde, a grande maioria (71,1%) busca atendimento na rede pública, sendo que 47,9% buscam atendimento na Unidade Básica de Saúde, seguido por Unidades de Pronto Atendimento Público ou Emergência de Hospital Público (11,3%), em Hospital Público ou Ambulatório (10,1%) e Centro de Especialidades, Policlínica Pública ou PAM (1,8%). Situação oposta ao atendimento dentário, que foi procurado, segundo 74,3% das pessoas, em consultório ou clínica particular. É o que mostram os resultados do volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) - Acesso e Utilização dos Serviços de Saúde, Acidentes e Violências.
Das 30,7 milhões de pessoas (15,3% da população) que informaram ter procurado algum atendimento de saúde nas duas últimas semanas anteriores à data de referência da pesquisa, 97,0% afirmaram ter conseguido atendimento, tendo 95,3% sido atendidos na primeira vez. Entre os que não conseguiram atendimento de saúde na primeira vez em que procuraram, 38,8% alegaram não ter médico atendendo e 32,7% não conseguiram vaga ou pegar senha. Sobre o acesso a medicamentos, a PNS revelou que cerca de 1/3 das pessoas (33,2%) obtiveram pelo menos um medicamento no serviço público de saúde, e 21,9% foram atendidos pela farmácia popular.
A PNS estimou que mais da metade dos brasileiros (56,2%) moravam em domicílios cadastrados no Programa Saúde da Família (53,4%), do Ministério da Saúde, sendo que 47,3% dos domicílios cadastrados recebiam atendimento mensalmente, mas 17,7% nunca haviam recebido visita de profissional de saúde ligado ao Programa.
Sobre cobertura de plano de saúde, a PNS revelou que era maior entre brancos (37,9%) e menor entre pardos (18,7%) e pretos (21,6%).
A pesquisa mostra, ainda, que gripe ou resfriado (17,8%) foi a principal razão alegada pelas pessoas que deixaram de realizar atividades habituais, nas duas semanas antes da entrevista, seguida por dores nas costas (10,5%). Por outro lado, em 2013, 12,9% da população (25,8 milhões de pessoas) disseram já ter tido dengue alguma vez na vida. Nesse sentido, a PNS mostrou também que 69,4% dos domicílios (45,2 milhões) haviam recebido, nos 12 meses anteriores à data de entrevista, pelo menos uma visita de algum agente de Combate de Endemias.
Pela primeira vez no IBGE, uma pesquisa traz dados sobre animais domésticos: a PNS estimou que 44,3% dos domicílios do país possuíam pelo menos um cachorro e 17,7% possuíam pelo menos um gato. Em 75,4% dos domicílios que possuíam esses animais, todos os cachorros e gatos haviam sido vacinados contra a raiva nos últimos 12 meses.
Essas e outras informações integram o segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde – Acesso e Utilização dos Serviços de Saúde, Acidentes e Violência (PNS 2013), realizada em convênio com o Ministério da Saúde, e que está disponível no linkhttp://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pns/2013_vol2/default.shtm
71,1% das pessoas costumam buscar atendimento de saúde na rede pública
Dos 156,1 milhões de brasileiros que costumavam procurar o mesmo lugar, médico ou atendimento de saúde, 71,1% buscavam a rede pública de saúde, sendo que 47,9% buscavam atendimento na Unidade Básica de Saúde, 11,3% em Unidades de Pronto Atendimento Público ou Emergência de Hospital Público, 10,1% em Hospital Público ou Ambulatório e 1,8% em Centro de Especialidades, Policlínica Pública ou PAM. Consultório Particular ou Clínica Privada foram apontados como o local onde 20,6% das pessoas costumavam buscar atendimento. Os Estabelecimentos Privados de Pronto Atendimento ou de Emergência de Hospital foram mencionados por 4,9% das pessoas, seguidos por farmácias (2,9%).
A PNS mostrou que 71,2% dos brasileiros (142,8 milhões) consultaram médico nos 12 meses anteriores à data de referência da pesquisa. As regiões Norte (61,4%), Nordeste (66,3%) e Centro-Oeste (69,5%) apresentaram percentuais menores que a média nacional, enquanto Sudeste (75,8%) e Sul (73,8%) registraram estimativas maiores. A proporção de pessoas que consultaram um médico foi superior à média nacional para mulheres (78,0%); pessoas de cor branca (74,8%); pessoas de 40 a 59 anos (73,5%) e de 60 anos ou mais de idade (83,5%) e de nível superior completo (80,4%).
38,8% dos que não conseguiram atendimento de saúde alegaram não haver médico
Segundo a PNS, 15,3% da população (30,7 milhões) procuraram algum atendimento de saúde, nas duas semanas anteriores à data de referência da pesquisa. Destes, 97,0% afirmaram ter conseguido atendimento e 95,3% foram atendidos na primeira vez em que procuraram. Os motivos mais frequentemente citados para a procura de atendimento foram: doença (33,8%), continuação de tratamento (19,0%), exame complementar de diagnóstico (11,9%) e outro atendimento preventivo (8,9%).
A proporção de mulheres (18,5%) que buscaram atendimento foi maior que a dos homens (11,9%). A busca pelo atendimento de saúde registrou maior proporção entre as pessoas com 60 anos ou mais (25,0%); de cor branca (17,0%) e com nível superior completo (18,4%).
Entre as pessoas que não conseguiram atendimento de saúde na primeira vez em que procuraram, 38,8% alegaram não ter médico atendendo e 32,7% não conseguiram vaga ou pegar senha. Os demais motivos investigados tiveram percentuais que variaram de 0,5% (pessoas que não podiam pagar pela consulta) a 6,4% (pessoas que declararam não haver serviço profissional de saúde especializado).
65,7% das pessoas internadas foram atendidas pelo SUS
Das 200,6 milhões de pessoas residentes no Brasil, 6,0% (ou 12,1 milhões de pessoas) ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores à data da entrevista da PNS. Tratamento clínico e cirurgia foram os dois tipos de atendimentos mais frequentes nos casos de internação. Em estabelecimentos de saúde públicos, as proporções foram de 42,4% e 24,2%, respectivamente. Em estabelecimentos de saúde privados, os percentuais foram de 29,8% e 41,7%, respectivamente.
Em estabelecimentos de saúde públicos, o parto normal teve maior participação nas internações (7,2%) do que o parto cesáreo (5,9%). Em estabelecimentos de saúde privados ocorreu o inverso: o parto cesáreo (9,7%) superou a participação de internações do parto normal (2,1%).
Das pessoas que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais, 65,7% (ou 8,0 milhões) tiveram este atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). As regiões Nordeste (76,5%) e Norte (73,9%) registraram as maiores proporções. A proporção de internação em hospitais do SUS foi maior para pessoas de 0 a 17 anos de idade (75,2%), para pessoas que se declararam de cor preta (75,8%) e parda (75,4%) e não apresentou diferenças por sexo. Essa proporção também foi maior quanto menor o nível de instrução: variou de 80,6% das pessoas sem instrução ou fundamental incompleto a 19,7% das pessoas com nível superior completo.