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AMP defende vacinação universal contra a gripe no Paraná

Entidade apoia ações com o objetivo de garantir vacina a todos os paranaenses

Redação AMP quinta-feira, 28 de abril de 2016

A Associação Médica do Paraná serve-se da presente declaração para apresentar suas considerações sobre o vírus Influenza A H1N1.

                A AMP entende que o acesso às vacinas deve ser estendido a todos os cidadãos do Paraná e não apenas aos chamados grupos de risco e assim tem se posicionado a partir do momento em que foi desenvolvida vacina de eficácia comprovada.

                Tal posicionamento se deve em razão das peculiaridades do Paraná, que, por suas características geográficas, é mais suscetível a epidemias do que a maioria dos outros Estados. Essa característica exige um monitoramente constante e uma capacidade de alterar a extensão de programas de vacinação considerando o panorama atual.

                No ano corrente se verificou um número importante de casos de gripe H1N1 nos Estados limítrofes, com número de óbitos considerável em comparação com o ano anterior, em que a atuação do vírus foi mais branda, tal fato enseja uma atuação preventiva do Estado, em defesa dos seus cidadãos.

                Como já supra relatado, os vírus em questão possuem vacina de eficácia comprovada, outro ponto que motiva a ideia de utilização para toda a população, inclusive a população produtiva, cuja ausência de vacinação provoca uma capacidade potencial de alastramento muito grande. Ao contrário uma vacinação mais abrangente acentuaria o chamado “efeito de rebanho” produzindo uma segurança maior a toda a população, inclusive aos chamados grupo de risco, por simples inferência lógica: quanto maior a imunização da população menor a circulação do vírus.

                Tal medida é ainda mais justificável olhando-se o passado recente de infecções do vírus no Paraná, no ano de 2009, atingimos o indesejável recorde de local, proporcionalmente, com o maior número de óbitos mundial, e desse número de óbitos a imensa maioria na faixa etária que não é abrangida nas campanhas atuais.

A Região Sul concentrou 74,2% dos casos confirmados de Influenza A (H1N1) do Brasil nas pandemias de 2009 e 2012. Apresentou a maior taxa de mortalidade (3,2 óbitos/100mil habitantes) na pandemia de 2009; teve incidência de 2,25 casos por 100mil/habitantes, contra 0,27 casos/100 mil no Sudeste, a região com a segunda maior incidência

 

O clima prolongadamente mais frio da região sul do país favorece uma maior replicação e disseminação dos vírus, devido às características próprias desses agentes e comportamentos sociais (aglomerações). Consequentemente possibilita o aumento de doenças respiratórias no período de inverno.

 

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, associados ao número aumentado de internações e óbitos registrados, ocorreram fora dos grupos priorizados para vacina de influenza pelo Ministério da Saúde, com as seguintes taxas de mortalidade:

 

 

 

Influenza A (H1N1)2009pdm – Freqüência de óbitos por faixa etária- Paraná, 2009

 

Fonte:Sinan on line/Cievs/Deca/SVS/SESA-PR

 

 

 

 

Influenza A (H1N1)2009pdm –Freqüência de óbitos por faixa etária- Paraná,2010

 

Fonte:Sinan on line/Cievs/Deca/SVS/SESA-PR

 

 

 

Os vírus influenza são os únicos vírus respiratórios que dispõem de vacina, considerada segura e altamente efetiva. Confere proteção por um período aproximado de um ano, até que uma nova onda de infecções pelos vírus influenza ocorra.  Logo, a vacinação deve ser anual e universal. Isso converge com os princípios de Universalidade, Integralidade, Equidade, Participação da Comunidade, Descentralização político-administrativa, Hierarquização e Regionalização do Sistema Único de Saúde.

 

Assim sendo entendemos necessária a disponibilização da vacina para toda a população paranaense como medida de proteção e forma de salvaguardar seu direito á saúde.